Agronegócio, Agro 4.0 e a eficiência energética
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Agronegócio, Agro 4.0 e a eficiência energética

Por Miro Andretto Noronha

Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos também chegaram ao segmento agropecuário e agroindustrial brasileiro. O setor passa por forte pressão, o aumento constante da demanda alimentar junto a necessidade de se produzir sem impactar o meio ambiente, vem exigindo novas soluções, que por um lado, possam atender as necessidades globais, sem prejudicar os recursos naturais, esgotar o solo, desmatar vegetação nativa, expulsar animais silvestres de seus habitats naturais, alterar direta ou indiretamente na estrutura do clima entre outras variantes importantes.

Não basta apenas aumentar a produtividade, é preciso utilizar uma abordagem mais abrangente, que envolva a produção e consumo sustentável e consciente, de forma a garantir segurança alimentar para as futuras gerações. (AGROSMART, 2016)

O que é a Agro 4.0?

O termo Agricultura 4.0, agricultura digital ou como é mais conhecida, Agro 4.0, deriva do conceito da Indústria 4.0, movimento de inovação fabril alemão que vem sendo espalhado para outros segmentos devido a automatização que proporcionam aos processos produtivos que pode ser aplicado em diferentes setores econômicos.

Utiliza-se de métodos computacionais de alto desempenho, rede de sensores, comunicação máquina para máquina (M2M), conectividade de dispositivos móveis, armazenamento e processamento de dados em nuvem, soluções analíticas e sistemas de suporte de tomada de decisão. Todo esse aparato tecnológico tem o propósito de ajudar nas soluções dos problemas encontrados hoje, assim poderá contribuir para o aumento da produtividade, eficiência no uso de insumos, redução do custo de mão de obra, melhoria na qualidade do trabalho e segurança dos trabalhadores, redução do impacto ambiental.

Dispositivos fixos e móveis instalados e conectados em rede, podem monitorar remotamente operações, como por exemplo, detectar ocorrência de pragas ou doenças na plantação, medir condições climáticas e prever seus impactos, processar e compartilhar uma grande quantidade de dados que podem ser comparados a uma base de outro local, indicando uma similaridade que podem antecipar ou evitar perdas e também otimizar a produtividade.

Tecnologias que monitoram temperatura e nível de estresse de animais dentro de granjas, já são uma realidade, assim como drones, monitoramento via satélite entre tantas outras possibilidades.

Iniciativas do governo

A ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Ministério da Agricultura, Ministério da Economia e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, lançaram um Edital do programa Agro 4.0, onde serão investidos R$ 4,8 BI em projetos de adoção e difusão de tecnologias 4.0 que busquem o aumento eficiente de produtividade e redução de custos no agronegócio brasileiro. “Essa iniciativa visa estimular o ambiente de inovação digital no agronegócio por meio de soluções práticas e aplicadas às cadeias de valor nos segmentos dentro e fora da porteira, como também em ecossistema de cadeias produtivas. Estamos alavancando o futuro do agronegócio com soluções digitais”, avalia o diretor do Departamento de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Ministério do Meio Ambiente, Cleber Soares.

Eficiência Energética

Toda essa demanda informacional e mudança de paradigmas precisam de energia, e cada vez mais. Por isso a utilização de fontes renováveis e sustentáveis para mover toda essa potência produtiva precisa ser adotada. Outro fator chave para garantir a provisão energética necessária para suprir a demanda alimentar é a eficiência energética que deve estar presente e operante em toda esta cadeia, porque como já dissemos aqui e em outros textos, não basta produzir mais, tem que haver consciência e otimização de tudo que temos disponíveis, desde recursos naturais cada vez mais escassos até o consumo.

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