Perspectiva para o Segmento no Brasil
Postado 09/04/2020 08:10:31

Perspectiva para o Segmento no Brasil

Por Miro Andretto


Uma das características do Brasil que tornam a Geração Distribuída promissora, é o nosso recurso solar - de 1.550 a 2.350kWh/m² por ano, além da diversidade de outras matrizes energéticas limpas como a eólica e biomassa. 

O desenvolvimento da geração distribuída em nosso país pode trazer muitos avanços, como a possibilidade do desenvolvimento de uma cadeia produtiva nacional, equilíbrio nas cargas dos sistemas das redes, além de diversos benefícios tanto econômicos, como sociais e ambientais.

Perspectivas do Mercado

Segundo uma pesquisa Ibope Inteligência de 2019, cerca de 93% dos brasileiros entrevistados disseram ter vontade de gerar sua própria energia a partir de fontes limpas.

A ANEEL prevê 1,23 milhão de sistemas conectados à rede de distribuição até 2024 o que seria equivalente a 4.557MW.

O segmento solar fotovoltaico, estima que até 2035 sejam geradas neste setor, se as regras atuais forem mantidas, cerca de 672 mil novas vagas de emprego e uma redução de emissão de 75,38 milhões de toneladas de CO2, essa redução impacta diretamente na qualidade do ar, que por sua vez impacta diretamente na saúde da população e nos gastos do sistema público de saúde brasileiro, além do alívio sobre a pressão dos reservatórios hídricos. Outro fator importante é que, com o aumento da geração na ponta, pode trazer uma redução de investimentos na expansão de malhas de transmissão e distribuição.

Ausência de incentivo público

Embora haja alguns incentivos tanto por parte do governo federal e em algumas regiões e cidades específicas, dos governos estaduais e municipais,- como isenção do PIS e COFINS da energia injetada na rede, dedução de imposto de renda por amortização de equipamentos ou isenção/abono parcial de impostos como IPTU - , não existe um programa específico de incentivo para geração distribuída, a iniciativa deve partir do próprio consumidor, ele deve analisar a relação de custo/benefício da instalação dos geradores. Deve também avaliar tipo de matriz energética, tecnologia dos equipamentos, o porte da unidade consumidora e da geradora, valor da tarifa à qual a unidade está submetida, financiamento e condições de pagamento do projeto de instalação. A tendência deste mercado, como observado em outros países é de que se torne cada vez mais atrativo e que haja um aprimoramento regulamentatório que vise incentivos cada vez mais favoráveis à sua expansão.


Fontes: ANEEL, Absolar, Ibope e Estadão.

Assine nossa news para receber notícias e atualizações