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Os Desafios das Redes Inteligentes para o Futuro
Postado 25/06/2020 10:56:13

Os Desafios das Redes Inteligentes para o Futuro

Por Miro Andretto Noronha

 


O aumento populacional, o desenvolvimento de novos negócios, o acesso a bens de consumo, a expansão de redes de transmissão e distribuição, cidades inteligentes, carros elétricos e autônomos, geram uma necessidade cada vez maior de novas soluções de abastecimento. Isso se dá não apenas pela ampliação delas, mas também pela modernização das já existentes, diminuindo a taxa de desperdício ocasionadas pelo trajeto percorrido pela energia, além da descentralização das matrizes energéticas, que tirariam a sobrecarga decorrente de poucos sistemas geradores.

É em cima deste tipo de problema que as redes inteligentes atuam, na otimização e integração de novos processos, diversificação de unidades geradoras, automatização e fluxo de informações em tempo real. Mas mudar um sistema operante há tantas décadas, tem o seus desafios, e é sobre eles que vamos falar.

 

Transição do analógico para o digital

Esta é uma questão importante em todo esse processo, ao mesmo tempo em que as concessionárias irão se beneficiar de medidores inteligentes que transmitem informações precisas sobre o consumo, principalmente em locais de difícil acesso onde é gerada uma cobrança em cima de um cálculo de consumo médio, o custo operacional de todos esse equipamentos pode ser elevado. Outro ponto de destaque é o combate a fraudes, pelo acumulado de informações geradas por estes medidores, é possível estabelecer um padrão de consumo, em que uma divergência significativa pode indicar uma atividade suspeita que precisa ser investigada, ainda pelo monitoramento em tempo real e automatização da rede, o custo operacional da manutenção pode cair consideravelmente, por diminuir a demanda de deslocamento de equipes técnicas até o local da ocorrência. A IEA - Agência Internacional de Energia (nome em português) estima que a mudança do modelo poderá poupar até 80 bilhões de dólares por ano nos 38 países que participam da organização que incluí o Brasil.

Projetos complexos como este de transição, além do custo, acarreta gestão de riscos, infraestrutura, logística, impactos ambientais e sociais, necessidade de regulação que impeça divergências e incompatibilidade de sistemas e operações e demanda de profissionais melhores capacitados para lidarem com tais inovações.

 

Mudança no consumo e custo

Adiante nesta discussão, em um futuro não muito distante, os consumidores além de também poderem produzir sua própria energia, poderão optar de onde comprar, quando comprar e por quanto comprar sua demanda energética.  O custo da energia por hora, segmentação e tarifação diferente por horários de demanda também serão uma realidade que moldará não só o custo, mas o consumo de um modo geral.

 

Grande volume de dados e segurança de dados

Ou ponto importante é o grande volume de dados gerados por esta automação e como as empresas lidarão com isso. Internet das coisas (IoT), Big Data,  inteligência artificial  e processamento em nuvem são algumas das tecnologias que precisarão serem adotadas e muitas empresas ainda têm resistência quanto a este ponto, e buscam investir nesse quesito apenas por exigência de normativas. Ainda não há muita clareza em que tecnologia de segurança investir e nem o que deverão ser exigidos de tais tecnologias.

Os avanços tecnológicos continuarão a avançar, abrindo portas para novos negócios. As cidades inteligentes continuarão a demandar novas soluções para problemas antigos e novos desafios, que farão com que este setor se aprimore cada vez mais.

 

Mudança no modelo de negócio das distribuidoras

Muito já se discute hoje sobre a mudança que pode ocorrer no modelo de negócios das distribuidoras, que têm sua receita decorrente da ampliação e manutenção das redes, elas terão que se adaptar ao crescente aumento da geração distribuída e as transformações que ela vai impor. Mas este é um assunto para uma análise mais criteriosa em um próximo artigo.

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