Cabines primárias para Minigeração distribuída
Postado 22/01/2021 16:55:16

Cabines primárias para Minigeração distribuída

Por Johnny Guimarães


A cabine primária de média tensão é a parte do projeto que integrará a instalação da geração com o sistema de distribuição da concessionária, em seu projeto deve-se considerar a capacidade de geração própria e de consumo de carga do empreendimento, bem como observar as características do sistema de distribuição ao qual estará ligado.

A geração distribuída em linhas gerais é caracterizada por ser uma fonte de energia elétrica produzida pelo próprio consumidor ou então conectada diretamente à rede de distribuição, podem ser um sistema solar fotovoltaico, turbinas eólicas residenciais, pequenas centrais hidrelétricas e até mesmo usinas de gás.

Visando proporciona agilidade na aprovação de projetos e na instalação das subestações, a Romagnole vem comercializando suas cabines primarias modificadas para atender os mercados de gerações renováveis.

Para entendermos um pouco mais sobre as cabines metálicas, segue abaixo pontos relevantes e suas divisões:

 

Módulo de medição

Local em que a concessionária instalará seus equipamentos de medição. Neste local o projeto de cabine deve permitir a instalação dos transformadores de corrente e de potencial (TCs e TPs), que servirão para medição de faturamento. O projeto deve atender aos aspectos dimensionais, de segurança e de acesso requisitados pela concessionária.

 

Módulo de Proteção

É o responsável pela proteção do empreendimento, protegendo no ponto de conexão com a distribuidora até os bornes primários do(s) transformador(es).

Os componentes principais deste setor são: disjuntor de média tensão, relé de proteção, transformadores de corrente e de potencial. A cabine deve ser dimensionada para receber estes equipamentos e estar em acordo com os requisitos de cada concessionária.

O disjuntor é o equipamento responsável pela interrupção da conexão da usina com o sistema de distribuição da concessionária. Por isso, deve ser coordenado para seccionar corrente de carga e de curto-circuito, não só da instalação interna da usina, como também da rede da concessionária.

 

Relés de proteção

O disjuntor por si só não interrompe um curto-circuito ou mesmo uma sobre carga, seria necessária uma ação humana ou de um relé para que ele atue.

Para se ter uma operação automática no disjuntor, precisaremos dos relés de proteção. Os relés são os equipamentos que concentram as diversas funcionalidades de proteção e é ele quem envia os comandos de abertura dos sistemas elétricos para o disjuntor.

O acionamento de abertura do disjuntor controlado pelo relé dependerá da programação de sua parametrização.

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